Sunday, October 17, 2010

"EU" procura-se

Olá


Voltei...
[ou será que não?]



Andei perdida...
[Há muito tempo que ando perdida...]


Andei perdida?
Mas isso implicava que já me tinha encontrado...
E não...
Nem eu nem ninguém me encontrou...



Será que ninguém me viu por aí algures?
[será que ninguem me quer encontrar?]

numa rua escura qualquer,
a andar em circulos,
sem sitio nenhum onde chegar?

Acho que foi aí a ultima vez que me vi
[dizem que é suposto procurar-mos alguém que está perdido pelo último sitio onde o vimos...]


Se alguém me vir por ai,
traga-me de volta...


Preciso desesperadamente de me encontrar

Tuesday, June 03, 2008

Não sei

Nem sei por onde começar...


Não sei o que escrever.


[







]

Já disse tantas vezes as mesmas coisas...




[Vezes demais...]


Coisas que não queres ouvir, eu sei.


Mas preciso de conversar com alguém.

E esse ‘alguém’ com quem falar é cada vez mais reduzido.


Às vezes acabo a falar com pessoas com mal conheço...

[Qualquer coisa é melhor que falar sozinha]


Acabar por dar em maluca.

Ficar no meu canto, como sempre faço.

Quieta e calada.

A fingir que não existo.



É ridículo.




Não sei porque ponta pegue na minha vida.
Não sei que faça.


O tempo vai passando, e nada melhora.


A vontade de querer que as coisas mudem é a mesma,

[a esperança de que realmente as coisas vão melhorar, essa sim é cada vez mais e mais reduzida.]




Não sei.

Não sei mesmo.

Wednesday, March 07, 2007

Warning...

Music Video Codes by VideoCure

Wednesday, September 27, 2006

Um instinto por cumprir...

Páro mais uma vez frente ao branco do computador que me fere

Dói-me a cabeça

Não sei o que é que estou aqui a fazer


[O que é que eu estarei aqui a fazer?...]


Não sei o que escrever
Não tenho nada para dizer
Nem sei porque escrevo aliás

É um instinto por cumprir que cresce dentro de mim
Já lhe disse que não, que se fosse embora...
Mas ele teima...

Não quero.
Não!
Vai-te embora de vez
Deixa-me em paz!


Ris-te na minha cara


Eu sei...
Como me poderias deixar com algo que não tenho?
Que nunca tive...

Vai-te embora de qualquer das maneiras!
Deixa-me...

Aproximas-te de mansinho e sussurras-me ao ouvido


Só mais uma vez... Tu sabes que tem que ser.
Só mais uma vez.


Acabo por ceder

Iludida e usada mais uma vez


[Será?]


Sei bem que não será a últimaNem agora nem nunca...
Estou condenada a servir-te.

As letras surgem no ecrã a uma velocidade impressionante.
Vindas não sei bem de onde.

Eu não tinha nada para dizer...

As mãos escrevem palavras que não quero,
Falam de coisas que não conheço,
Situações que não vivi,
Pessoas que não conheço,
Sítios que não visitei.

Sinto-me uma marioneta numa vida que não é a minha...

O negro dos caracteres acaba por sair vitorioso

Dói-me a cabeça


[será pelo peso da minha consciencia
ou pelo vazio que sinto dentro de mim?]


Sinto que estou sozinha mais uma vez nisto
Sem nada nem ninguém que esteja do meu lado...

Penso melhor...
Não estou sozinha...

Os meus fantasmas fazem-me companhia todas as noites

Não estou sozinha não.
Preferia talvez estar...

Já mal consigo arrastar o meu próprio peso...
Como esperam eles ainda algo de mim?
Não vêm que estou exausta?
Olhem para mim...


Esgotei-me


Sei que já lutei muito
Sei que pensavam que era mais forte que isto
Mas pelos visto não sou...
Sei que pensavam que vos ia levar a algum lado
Sei que disse que nunca ia desistir...
Mas como puderam acreditar nas minhas promessas?
Sou apenas mais uma rajada de vento que não vai para lado nenhum
Fraca e manipulável
Restou apenas uma sombra apenas do que já fui
e nada do que fiz...

O tempo encarrega-se por tudo acabou esconder


Dói-me a cabeça


Só queria ter alguma paz

Recuperar um pouco do controlo da minha vida
Recuperar um pouco de sanidade
Recuperar um pouco de mim

Ou então perde-los de vez

Já não aguento mais
Será que não vêem que a noite está a cair outra vez?


E dói-me tanto a cabeça

Wednesday, July 05, 2006

Rumo a um destino incerto...

O que é suposto fazer quando nem eu sei o que sinto...?
Quando só apetece parar o tempo,
Só para não ter que tomar decisões...
Só para não ter que seguir em frente?

Que é suposto fazer quando uma parte de nós sabe que é preciso mudar de rumo...
Traçar nova rota...
Mas tudo o resto que existe em nós fica estático, perdido, gelado,
envolto nas memórias que outrora aqueciam...

Que é suposto fazer quando a dor que se sente é mais forte que a vontade de respirar e as lágrimas não param de escorrer pelo rosto...?

Fico escondida num canto, longe do mundo, à espera que o tempo passe...
Deito-me no chão e fico a ouvir as horas a passarem...
Sinto os passos delas a passarem no corredor...
O tempo passa lá fora mas agora recusa-se a visitar-me...

Será que vai ser assim para sempre?
Presa no tempo de uma hora que não escolhi...

Imagino estrelas na escuridão do ar que ainda que me rodeia

...tenho saudades tuas....
Sussurra-me uma voz baixinho...
A voz de alguém que sei que não existe
Alguém que sei que não está lá...

As lágrimas começam a cair novamente.
Uma a seguir a outra suicidam-se caindo no chão, fugindo de mim...

Não sei que faça.
Fico à espera...

Pode ser que as lágrimas formem um rio e me levem para fora da escuridão deste quarto...
Em direcção a um mundo novo, em direcção ao mar..
Mas em vez disso as lágrimas começam a acumular-se no chão...

Que se passa?

Depressa formarão uma lagoa,
Maior que o meu eu no qual eventualmente acabarei por me afogar e perder
Vou acabar os meus dias no fundo de um lago de água parada, no qual não existe qualquer vida...
Nem mesmo a minha

Onde nada nasce, nada cresce...
Uma lagoa apenas alimentado pelo meu sofrimento, pelas lágrimas que não se esgotam e teimosamente continuam a cair...

Continuo deitada no chão do meu quarto,
O peso da solidão não me deixa mover...
A àgua começa a envolver-me, flutuo...

Será que ainda há esperança?

Pesadamente começo a afundar-me...
Afundo-me no lodo da lagoa...
Será que vou acabar aqui o resto do tempo que ainda me resta?...
A àgua começa a ser demasiado funda e apercebo-me que dentro em breve deixarei de ver o pouco da luz das estrelas que ainda me guiava...
A escuridão cerca-me por completo
Neste lagoa que eu mesmo criei...
Esqueci-me de inventar uma saida.

Se pelo menos tivesse sido um rio em vez de uma lagoa...
Num presente que não existe estaria lá fora...
Rodeada de sol e cor no mar de uma outra vida...

Agora já é tarde...
Nada me resta mais do que ficar aqui...

Sunday, May 28, 2006

Um sitio que só eu conheço...

Gosto de visitar de tempos a tempos um sitio que só eu conheço...

É dificil encontrar palavras para descrever este local
embora tenha já passado horas a fio nele...

Não tenho palavras para descrever as pequenas maravilhas que lá encontro,
O fresco das frondosas àrvores, o verde da relva, a transparência da àgua...
E a paz.
Sim a paz que só ali encontro,
Como se fizesse parte do ar que se respira...

Naquele sitio em que um jardim sucede o outro,
como pequeninos quartos de uma interminável casa.
Uma longa casa com um infinito corredor,
em que por detrás de cada porta se encontra um novo jardim,
um novo imenso local vibrante a desejar ser descoberto...

Assim é aquele sitio.

Cada jardim separado por pequeninas sebes ou altos arcos.
E em cada recanto há sempre algo de novo para ver...
É sempre a mesma emoção passear por lá,
e apesar de já conhecer de cor cada recanto da sua essencia há sempre algo de diferente para sentir...

A relva sob os pés,
O fresco das heras,
a tranquilidade da àgua que brota à superficie da terra.

Gosto de ver os nenufares, os peixes vermelhos,
o ribeiro que passa sob a velha ponte de madeira...
As heras que caiem pelo muro antigo...

Parece que descem directamente do céu.

Gosto de me sentar no baloiço e ficar ali...
Gosto de ver passar o estranho pássaro dourado a rasgar o azul do céu...

Mas apesar de ser um sitio tão bonito e cuidado nunca lá encontro ninguém...
Nem sequer familias em passeio em Domingos e Feriados.
Tão pouco encontro quem cuide de tal local tão bonito e mágico.

Mas não é de estranhar, pois este é um local que só eu conheço...
Só eu conheço o caminho para lá chegar,

e por vezes até eu me esqueço dos passos precisos para o encontrar...

Não posso levar nenhum de vocês comigo,
Não posso mostrar-vos o caminho...
mas podemos encontrarmo-nos lá!
Neste meu sitio Mágico que é agora... também vosso...

Fechem os olhos e deixem-se levar...

Na verdade todos já lá estivemos numa ocasião ou outra...
Na verdade também vocês sabem o caminho para lá chegar,
neste pequeno sitio mágico...

E não pensem que é apenas a vossa imaginação.
De uma forma ou outra ele realmente existe...
Um pouco dentro de cada um de nós, disperso pelas memórias das gentes...

Peço que o cuidem bem...
Que o guardem num local secreto qualquer!
E o visitem,
Uma e outra vez...

Ele vai estar lá sempre da mesma forma que o encontrarem a primeira vez, à espera da vossa companhia... por largas horas ou pequenos instantes apenas...

Encontramo-nos por lá um dia destes...

Sunday, May 14, 2006

Algures entre o caos e o apocalipse...

Gosto de ficar sentada aqui...

Mesmo à beira do precipício,
Com as pernas perdidas a balouçar no infinito,
O cabelo solto ao sabor do vento...

Gosto de ficar aqui...

Não consigo ver nada do que está acima,
E não me perco com as ninharias do que está abaixo.

Fico aqui.

Algures onde o caos ainda não acabou e já se avista ao longe o apocalipse...
Adiante o céu raiado de vermelho, atrás as pegadas da destruição.

Procuro um pouco de paz...

Será que nem por momentos consigo tê-la?
Fecho os olhos e desejo intensamente estar longe
Bem longe daqui
Num sitio onde tudo faça sentido
onde consiga respirar e sorrir de novo...

Inspiro profundamente...

Sei que tenho que abrir os olhos de novo.
Não tenho para onde fugir,
sei que não me posso esconder...

A tempestade persegue-me.

E eu estou cansada de lutar...
(Travar uma batalha perdida à partida?)

Fico sentada aqui...

Só uns momentos.
Retomar forças para seguir... não sei bem para onde.
Pode ser que tudo mude,
Pode ser que desta vez não mude para pior...

Fico aqui,
Algures entre o caos e o apocalipse...

Monday, April 17, 2006

Da janela...

Faltam-me palavras novas

Tudo o que disse está já tão velho e repetido
Cada frase perde o significado na imensidão dos meus pensamentos
Cada palavra foi já repetida ao infinito
E agora já não há nada de novo a dizer...

Faltam-me sentimentos

Gastei-os com futilidades
Coisas sem sentido, acções sem valor...
Inutilidades que na altura pareciam ter tanta importancia mas que afinal nada eram
E agora já não me resta nada para sentir...

Sinto-me oca por dentro
Tudo é tudo tão banal... tão comum
As mesmas pessoas, as mesmas caras, os mesmos gestos
Os mesmos sitios, ruas e recantos...

Já não há nada de novo para fazer aqui!

Faltam-me forças

Para começar tudo de novo
Pegar na minha vida de frente e corrigir os erros que cometi
Procurar novos horizontes e sair por ai
Fico então aqui... presa ao que não tenho e ao que não sou

Falta-me tudo...



Mas acima de tudo faltas-me tu

Para pegares em mim e levares-me a conhecer aquilo que sempre quis
Aquele mundo cheio de coisas novas e interessantes
Sim porque o mundo pelos teus olhos parece tão melhor...
Sempre novo e excitante...

Onde está esse mundo onde não há lugares comuns, pessoas fúteis, sentimentos banais?

Faltas-me tu...

Leva-me contigo
Leva-me para longe daqui...

Sunday, April 16, 2006

Tenho que ir...

Não podia ficar aqui simplesmente a ve-la desafiar-me...
Tenho demasiado sangue a circular nas veias para ficar parada a olhar enquanto se ria de mim.

"Não és capaz...Não és capaz..."dizia ela em risinhos pequeninos, uma e outra vez, e escondia-se atrás de uma àrvore qualquer

Como não eras capaz de a ouvir também?

Ela ria-se cada vez mais alto e dava saltinhos de contentamento...

Como não a conseguias ver?

A raiva e o ódio cresciam... Rapidamente tomaram conta de mim. Prontos para explodir a qualquer momento.

Dei um passo em frente.

Ficaste estático. Não querias que eu fosse. Pegaste-me na mão.
"Não vás" disseste baixinho.
Olhei para os teus olhos e vi pânico neles... sabias que eu não ia voltar.
Então algo dentro de mim se partiu. Sentia os estilhaços do meu amor por ti a percorrerem-me as veias...
Tinha percebido que eramos de mundos diferentes...
Tu ias sempre querer que eu ficasse, e eu sabia que tinha que partir.
Soltei a tua mão e vi uma lágrima escorrer-te pela face - "Tenho que ir"

"Não vás por favor, não vás"
Não consegui olhar para trás e ver-te chorar.
Estavas fielmente do meu lado ja há tanto tempo...

Como desejei que pudesse ser diferente
Que não te tivesse feito sofrer...

Mas eu tinha que ir. Sou um espirito livre. Sou vento...
e tu és...
Tu és terra.

De repente percebi que ela se tinha calado.

"Então já não te ris?" - sorri determinada
Então vi os olhinhos dela, pequeninos e brilhantes tremerem de medo entre as ramagens.
Nunca pensou que aceitasse o desafio...

De repente ouvi-te dizer ao longe
"Espera. Vou contigo."
Não consegui olhar para trás.
Só consegui responder

"Não quero"

Ouvi-te chorar e soluçar enquanto caminhava.
O que eu queria dizer era
Não quero que venhas comigo...
Não quero que passes os mesmo perigos...
Aqui estás seguro.
Sei que não és capaz...
Vou para um sitio para onde não podes ir.
Este lugar nao é para ti.
Aqui estarás sempre seguro.
Assim como as nossas memórias...
Para sempre.

Segui em frente.
Não olhei mais para trás
Não te ouvi dizer mais nada.
Soube que não mais voltaria aquele lugar.

Apenas via o desafio à minha frente e o terror nos olhos dela

Segui em frente e corri de braços abertos
Determinada a vencer aquele desafio.
Sentia-me forte e renascida
Mais viva que nunca.






Porque por vezes é preciso largar tudo e aceitar o desafio. Olhar a Vida nos olhos e segui-la... mesmo que para isso seja preciso abandonar tudo aquilo que o Tempo nós ofereceu.... Segurança, conforto, estabilidade... Tudo e todos

Saturday, April 15, 2006

blergh


apetece-me tirar a língua de fora a tudo e todos!
como se tivesse 3 anos e mostrar a revolta com a ponta da minha língua...

blergh às coisas feias da vida!!

aos problemas!

às paixões não correspondidas...
aos namorados que traiem
às paixões impossiveis...
ao Romeu e àJulieta que foram uns tontos e não souberam ficar juntos!

ao ter que estudar quando se quer sair...
aos testes e às provas!
aos professores da faculdade

aos falsos amigos...

aos dias de frio e de chuva quando se quer ir para a praia!



blergh para todos eles

Friday, April 14, 2006

ontem...

hoje está a chover
detesto a chuva...

não nos deixa muita opção senão ficar em casa a olhar pela janela... a morrer de tédio numa inércia total
Ou então...
então atrevemo-nos a ir ate a rua e ficamos ensopados ate aos ossos

fico a pensar no dia de ontem... estava sol!
um sol que queimava a pele...
preenchia aos olhos...
aquecia a alma...

prefiro ficar a pensar no dia de ontem...
porque o dia de ontem foi melhor que o de hoje...

ontem havia sol
hoje há chuva...

e eu prefiro o sol

um sol que me deixava feliz,
que me fazia querer correr pelos descampados, saltitar como uma criança de 4 anos e inspirar a plenos pulmões...

hoje só à chuva...
e eu fico aqui assim...
vazia e triste...
com saudades do meu sol...

prefiro ficar a pensar no dia de ontem...

pode ser que amanhã o sol venha visitar-me!
Quem sabe?
talvez desista de vez de se esconder atrás das nuvens e mostre-me o seu sorriso de novo...

Vou ficar a pensar no dia de ontem...

Thursday, April 13, 2006

tic tac...

Olha para o relógio e fico à espera...

estou cansada e exausta, foi um longo dia...
doi-me o corpo, doi-me a alma... a minha pequenez de ser humano exije descanso... mas eu não consigo dormir...

espero um pouco mais...

mas a resposta tarda...
será que já não vem?
será que se atrasou?
que se perdeu?

invento mil e uma desculpas... desculpas para uma verdade que queria que fosse a minha... que fosse a nossa...

mas são só isso... desculpas...
desculpas para continuar a sorrir, para continuar neste estado de felicidade constante... para continuar a cantar e a dançar logo pela manhã...

apenas medicação de doente terminal que tenta adiar um pouco mais o momento da partida...

mas espero um pouco mais... e mais... e mais...
não consigo evitá-lo.

mas sei que a resposta quando vier não será a que tanto ambiciono... porque vivo uma verdade que não existe... e uma felicidade que não eh minha...

na verdade sei que espero demais...

vou dormir

shhh...

não digas nada...
não precisas dizer nada...

vamos ficar aqui, só assim, a ouvir o silêncio dos nossos pensamentos...

não os ouves?...

shh...